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O ambiente de sua casa… e o contato com o meio ambiente

Seja pela beleza ou por deixar o ambiente mais aconchegante, o uso de madeiras de lei e de madeiras reflorestadas são insubstituíveis.

 

O Brasil é um país rico em diversidade de madeiras nativas de lei, e temos pelas últimas estatísticas mais de 6,1 milhões de hectares de florestas plantadas e com perspectiva de dobrar este número em 8 anos.

 

No início da exploração dos recursos naturais em nosso país-continente, poucas espécies florestais foram utilizadas. A árvore que nos cedeu o nome – Pau-Brasil – foi explorada quase à extinção. Livros de engenharia antigos citavam quase que somente: tábuas de Pinho do Paraná – “Araucária angustifolia”  para andaimes e formas de concreto; ou então Peroba Rosa “Aspidosperma polyneuron”, como madeira resistente de estruturas definitivas.

 

De fato, essa opção de mercado de utilizar poucas espécies, como o Mogno “Swietenia macrophylla”,  acabou por ser a maior razão da destruição das nossas florestas, pois retiradas as espécies comercializáveis, o restante da mata era literalmente queimada para dar lugar a pastagens e lavouras, pois a mata já não representava nenhum valor econômico.

 

Hoje, estudos são feitos para melhor aproveitar o potencial florestal que dispomos e para  saber explorá-lo. O pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), Dr. Geraldo José Zenid, é categórico ao afirmar: “sabemos que a melhor forma de proteger a floresta nativa é dar um uso responsável a ela”. “Proibi-la significa atestarmos que nossa floresta não tem valor”, afirma o Engenheiro Florestal Reinaldo Ponce. E a melhor maneira de utilizar este potencial, é conhecer tecnicamente as alternativas mais adequadas – técnica e economicamente – a cada projeto. Nas florestas tropicais brasileiras é bastante variada a quantidade de madeira que se pode explorar. Em média, por hectare de floresta,  encontra-se de 180 a 300 m3 de madeira, porém comercialmente apenas 42,5 m3 são aproveitados.

 

Tábuas de Pinus, hoje tão comum nas obras de nossa região, não eram utilizadas a menos de 5 anos atrás.  Lascas de cercas eram de Aroeira e Itaúba; as de eucalipto tratadas foram massificadas há pouco tempo.

 

Existem diversas opções para todos os trabalhos que se executam com madeiras. O importante é saber somar qualidades físicas e mecânicas, relação custo beneficio e gosto pessoal, com relação à cor e à harmonia do conjunto da obra que se pretende executar cialis generika preis.

 

A moda que vem e vai também interfere no mercado. Há 20 anos, a procura por móveis de cerejeira maciça “Torresea cearensis” ditava o mercado. Muitas residências ainda os possuem em perfeito uso. Não era uma madeira adequada para o uso? Sim. A realidade é que como saiu da moda, poucas peças são manufaturadas hoje com essa espécie.

 

Desde 2007, toda a madeira deve ser comercializada, acompanhada do DOF – Documento de Origem Florestal. Este foi o marco de uma nova época. Este documento é emitido eletronicamente, dentro do site do IBAMA, e ao contrário da antiga ATPF (Autorização para Transporte de Produtos Florestais), a qual era facilmente falsificada, esse documento é a prova de fraude, pois basta uma consulta via Internet para saber que o documento é oficial e que atesta a origem legal da madeira em questão.

 

Opções não faltam:

Cedrinho – “ Erisma uncinatum”

Canela – “ Nectandra cuspidata

Garapeira – “Apuleia leiocarpa

Ipê-champanhe – “Dipteryx odorata”

Jatobá – “Hymenaea stilbocarpa

Cambara – “Vochysiaceae”

Pinus, Eucalipto(s) – (que atendem por este nome existem centenas de espécies, algumas próprias para lenha, outras para fabricação de celelulose e algumas para usos mais nobres como o Citrodoro, hoje usado em cercas e mourões), e muitas outras.

 

Procurar a alternativa mais correta e a que mais lhe agrada pode exigir mais que a contratação de um arquiteto ou designer; exige sua própria disposição para ver e sentir de fato o que mais lhe agrada.

 

Vale a pena se esforçar para se sentir bem no lugar que você escolhe passar boa parte de sua vida. Procure os profissionais de sua confiança e empresas idôneas que possam lhe ajudar. Esta será uma decisão que ajudará, inclusive, o planeta.